Casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol têm sido registrados em diversos países, incluindo Colômbia, Rússia, Kuwait e Jordânia.

Casos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica presente em bebidas adulteradas, têm sido registrados em diversos países, incluindo o Brasil, Colômbia, Rússia, Kuwait, Jordânia e Líbia. Esses episódios têm gerado preocupação nas autoridades de saúde pública em nível global.

Colômbia: Barranquilla registra surtos fatais

Em Barranquilla, na Colômbia, 25 pessoas foram intoxicadas após consumir bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, resultando em 11 mortes. As vítimas eram, em sua maioria, vendedores ambulantes e pessoas em situação de rua. As autoridades locais identificaram El Boliche, uma área de comercialização de bebidas baratas no mercado público da cidade, como o ponto de origem dos produtos contaminados. As informações são do jornal El Tiempo.

Brasil: São Paulo, Pernambuco e Brasília investigam casos

De acordo com o G1, no Brasil, o estado de São Paulo registrou 53 casos de intoxicação por metanol. Em Pernambuco, as autoridades também investigam cinco possíveis casos semelhantes e 1 caso no Distrito Federal. 

Rússia, Kuwait e Jordânia: surtos com alto índice de mortalidade

Na Rússia, 25 pessoas morreram em setembro após ingerirem bebidas adulteradas com metanol na região de Leningrado. O Comitê Investigativo local prendeu três suspeitos envolvidos na produção e distribuição das bebidas. Na Jordânia, nove pessoas morreram e 47 foram hospitalizadas devido ao consumo de álcool contaminado com metanol, originado de uma fábrica licenciada em Zarqa. As autoridades locais apresentaram acusações de homicídio culposo contra 12 pessoas e de tentativa de homicídio contra outras 13. No Kuwait, 23 pessoas morreram e pelo menos 160 foram intoxicadas após ingerirem bebidas alcoólicas ilegais contaminadas com metanol. O Ministério do Interior prendeu 67 pessoas envolvidas na produção e distribuição das bebidas. As informações foram obtidas por meio de notícias recentes divulgadas pelos portais Al Jazeera e BBC.

Sintomas e tratamento

A intoxicação por metanol pode causar sintomas como náuseas, dor abdominal, dificuldade respiratória e visão turva. Se não tratada adequadamente, pode levar à insuficiência renal, danos cerebrais e até à morte. O tratamento envolve a administração de etanol ou fomepizol, substâncias que inibem a metabolização do metanol em compostos tóxicos. Em alguns casos, é necessária a realização de diálise para remoção do metanol do organismo.

Medidas preventivas e alerta às autoridades

Especialistas alertam para a importância de conscientizar a população sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa. É fundamental que as autoridades de saúde pública reforcem a fiscalização e promovam campanhas educativas para prevenir novos casos de intoxicação por metanol.

Embora as investigações estejam em andamento, autoridades levantam diferentes hipóteses sobre a origem das contaminações. Entre as possibilidades, estão a adulteração deliberada para baratear o custo das bebidas, falhas no processo de envase ou até a circulação de produtos clandestinos em mercados paralelos. Alguns analistas também apontam para o impacto da crise econômica, falta de fiscalização em áreas periféricas e a alta demanda por álcool barato como fatores que tornam a população mais vulnerável. Até o momento, nenhuma ligação criminal organizada de grande escala foi confirmada, mas as autoridades acompanham atentamente os casos para identificar se há padrões ou redes de distribuição responsáveis pelos surtos.

Por: Thyara Ravelly (@revisoes_ravelly) – colaboradora do it.com.br