Serviço
de busca ativa do Departamento de Identificação Humana procura garantir o
direito dos familiares de sepultar os parentes.
O
Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), de Maceió, divulgou na manhã de
hoje (5) a relação dos corpos que deram entrada na última quinzena de setembro
e que permanecem no órgão. Dois desses cadáveres foram identificados
oficialmente pelo exame de necropapiloscopia, mas não foram reclamados pelos
familiares, podendo ser inumados como indigentes.
De
acordo com o Departamento de Identificação Humana (DIH) do IML, um desses
cadáveres foi identificado como o de Carlos Henrique da Silva, de 46 anos, de pele
parda, olhos castanhos, cabelos longos, com 1,60 de altura, natural de Maceió,
e que residia no bairro da Levada. O corpo dele foi recolhido no dia 21 de
setembro no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, após falecimento por morte
clínica.
O
outro corpo foi identificado como o de José Thiago Gonçalves de Oliveira, de
aproximadamente 32 anos de idade, conhecido como Foguinho, supostamente natural
de Murici e que vivia em situação de rua desde a adolescência. O corpo dele foi
recolhido no último dia 17 de setembro, na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió,
e de acordo com o papiloscopista Rogério Castro, ele foi identificado através
do arquivo criminal.
“Quando
realizamos o exame de necropapiloscopia, cruzamos as digitais coletadas do
cadáver com o arquivo civil e criminal do Instituto de Identificação de
Alagoas. No caso dele, ficou constatado que ele não possuía carteira de
identidade no estado. Ele foi identificado através da folha de antecedentes
criminais, com informações repassadas por ele em vida, quando o mesmo foi
preso”, explicou o papiloscopista da Polícia Científica.
Outros
dois corpos que entraram nesse mesmo período permanecem como não identificados
porque os exames de necropapiloscopia deram inviabilizados. Nesses casos, o IML
está divulgando as características físicas e os vestuários na expectativa de
que algum familiar identifique e procure o órgão para iniciar o procedimento de
identificação oficial para liberação dos corpos.
Um
desses corpos é de um adulto do sexo masculino que estava usando uma bermuda
cinza, camiseta bege com desenho na frente. A vítima de pele parda não possuía
sinais de nascença, marcas ou tatuagem, e foi recolhido no dia 23 de setembro
no município de União dos Palmares.
O
outro cadáver também é do sexo masculino e de pele parda, também recolhido no
dia 23 de setembro, mas no bairro do Clima Bom, em Maceió. Segundo o relatório
do DIH, ele estava vestido com um calção preto com listras laterais de cor
laranja, camiseta azul e possui várias tatuagens. Entre elas, uma faca na perna
direita, o nome Manoel no braço direito e uma bruxa com um revólver.
Familiares
que identificarem os corpos a partir dos dados pessoais ou pelas
características físicas divulgadas, devem procurar a sede do IML de Maceió, no
Tabuleiro do Martins, para proceder com o protocolo de liberação do cadáver
para sepultamento. Caso ninguém compareça para reclamar os corpos, a chefia do
IML explica que, após o prazo de 60 dias, a unidade poderá realizar o
sepultamento como indigente.
Por:
Aarão José – Assessoria de Comunicação.

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