Nesta terça (12), número de mortos subiu para 47, já os desaparecidos caíram de 46 para 9. Mudança foi resultado de mutirão da Polícia Civil em busca ativa que investigou o paradeiro das pessoas com parentes e amigos. Previsão de formação de novo ciclone está assustando moradores.



A chuva atrapalhou as buscas por desaparecidos no Rio Grande do Sul.

O tempo instável dificulta o trabalho das equipes de resgate, mas, como o rio baixou, agora é possível chegar em locais antes inacessíveis.

"O cenário que encontramos aqui, que foi devastador, às margens do Rio Taquari, é a maior dificuldade que temos hoje para o trabalho", explica José Carlos Sallet, subcomandante-geral dos Bombeiros do RS.

Mais de 200 bombeiros fazem uma varredura nas margens do Rio Taquari na busca por desaparecidos. Nesta terça-feira (12), militares de Pernambuco e Mato Grosso se juntaram á operação - que já conta com militares do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná. Helicópteros também sobrevoam as margens do rio na tentativa de encontrar alguém.

Nas ruas, os moradores intensificam a limpeza das casas e ainda tentam salvar o pouco que sobrou.

"Pode juntar garfo e faca, o que sobrou, né? Coisas de uma vida que a gente trabalhou para conquistar e olha aí, tá tudo destrúido", lamenta a auxiliar de indústria Janete Piovasan.

O pequeno município de Colinas, com pouco mais de 2.000 moradores, foi uma das primeiras cidades da região a retomar as atividades. São apenas duas escolas; uma delas ficou cercada pelo Rio Taquari. Os alunos voltaram, mas, por enquanto, nada de aula.

"Com esse acolhimento, a gente busca dar a volta por cima mesmo com esses estudantes. Onde eles também possam falar sobre as suas dores, possam entender um pouco as dores dos seus pais e dos seus avós", afirma Angelita Herrmann, secretária municipal de assistência social e saúde.

Nesta terça-feira (12), o número de mortos subiu para 47, já o número de desaparecidos caiu de 46 para 9. A mudança foi resultado de um mutirão da Polícia Civil que fez uma busca ativa e investigou o paradeiro das pessoas com parentes e amigos; mais de 100 policiais participam dos trabalhos.

“Essa operação está sendo um trabalho de campo: indo ate o local, verificando se a pessoa se encontra lá ou não, buscando essas informações para ter um dado mais aproximado da realidade possível", diz o delegado Alex Assmann.

A previsão de formação de um novo ciclone está assustando os moradores.

"O pessoal ainda está assustado. A população ainda está recolhendo os entulhos na frente das casas. Pessoal tá assustado com esse novo ciclone", conta o voluntário João Cunha Lopes.

Nesta terça (12), aulas foram canceladas em 10 municípios no sul do estado por causa das chuvas.

O presidente Lula anunciou a liberação de R$600 milhões do FGTS para os trabalhadores afetados no Rio Grande do Sul. E o BNDES vai empenhar R$1 bilhão para a recuperação da economia da região.

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Fonte: G1 Globo.