Considerada patrimônio nacional, embarcação estava encalhada por falta de recursos para manutenção. Vazão do São Francisco não deve diminuir.
A embarcação símbolo do Rio
São Francisco, a canoa de tolda Luzitânia, virou nesta terça-feira (25), em Pão
de Açúcar, município ribeirinho do sertão de Alagoas, onde ela estava parada.
Ela é a última original da época do Brasil Colônia e foi colocada à venda para
garantir a sua conservação.
A canoa estava encalhada em
um banco de areia às margens do rio São Francisco e virou após o aumento do
nível do rio provocado pela abertura das comportas da Hidrelétrica de Xingó,
entre Alagoas e Sergipe, ocasionada pelas fortes chuvas que caíram na Bahia e
Minas Gerais, onde está localizada a nascente do rio.
A ONG Canoa de Tolda
informou que amarrou os mastros para evitar danos maiores à embarcação.
O g1 entrou em contato com o
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que vem
acompanhando de perto a situação da canoa Luzitânia, mas não havia obtido
resposta até a última atualização desta reportagem.
Vazão deve ser mantida em
4.000 m3/s
As vazões dos reservatórios
de Sobradinho e Xingó foram elevadas gradualmente do patamar de 1.000 m3/s para
o patamar de 4.000 m3/s no período de 12 a 24 de janeiro.
Havia a previsão para que o
volume de água pudesse diminuir. Mas, após uma reunião na manhã desta terça
(25), a Sala de Crise da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
decidiu que as médias diárias dos reservatórios de Sobradinho e Xingó deverão
permanecer no valor de 4.000 m3/s, sem previsão de redução da vazão nos
próximos dias.
Em Pão de Açúcar a faixa de
areia desapareceu e praias ficaram inundadas. O nível do rio subiu muito,
obrigando os comerciantes da cidade a abandonarem suas barracas, que ficaram
quase completamente encobertas.
Por não haver vazão nesse
patamar há 12 anos, a Chesf comunicou o planejamento às prefeituras para que
fossem adotadas as devidas providências. Dez municípios alagoanos receberam o
alerta da Defesa Civil.
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